Mobilização mostra engajamento de Auditores-Fiscais e demais carreiras de Estado
A participação conjunta de Auditores-Fiscais, Analistas-Tributários, Policiais Federais e Policiais Rodoviários Federais no ato de paralisação na PIA (Ponte Internacional da Amizade) foi mais uma demonstração do compromisso das categorias em prol de melhorias de condições de trabalho em áreas consideradas inóspitas.
Para o presidente da ADPF (Associação dos Delegados da Polícia Federal), Bolivar Steinmetz, “o ato simboliza a defesa dos interesses de categorias que, em alguns casos, atuam com as mesmas funções e que muitas vezes se encontram em situação de risco e de sobrecarga de trabalho, mas que perpassam todas as dificuldades em nome do comprometimento com a sociedade”.
O representante da APCF (Associação dos Peritos Criminais Federais), Harley Angelo de Moraes, reforçou a preocupação. “Temos policiais lotados em áreas como essa que entram pensando em quando vão conseguir sair. Por essa ótica, podemos observar que o problema com a não fixação de pessoal não é uma questão só das carreiras envolvidas, mas de todo o país”.
Repercussão – A mídia repercutiu amplamente o ato de mobilização dos servidores pelo adicional de fronteira. Em entrevista à TV Bandeirantes, o presidente do Sindifisco Nacional, Pedro Delarue, reforçou que “a mobilização é necessária porque alerta o Governo e a sociedade para a valorização dos profissionais que atuam em área de fronteira, uma vez que são eles os responsáveis pela proteção das indústrias nacionais, dos empregos formais e da proteção do Estado contra a entrada de armas e drogas”.
À rádio CBN local, Delarue lembrou que o trabalho das categorias que atuam na fronteira, como a Receita Federal do Brasil, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, tem cunho social e, por esse motivo, os servidores deveriam ter condições de efetuar as atividades com maior segurança e infraestrutura.
“O crime organizado não pode ser mais organizado que o Estado. Há anos batemos recordes de apreensão e fiscalização e, ainda assim, o Governo não reconhece o esforço das carreiras. O resultado poderia ser bem melhor se as demandas por melhores condições de trabalho fossem atendidas”, completou Delarue, ao ouvir do apresentador do programa que a sociedade local compreende e reconhece a função dos servidores de fronteira.
O presidente eleito da ADPF, Marcos Leôncio Sousa Ribeiro, também presente na entrevista, levantou outra questão importante para as categorias mobilizadas: a do Plano Estratégico de Fronteiras. “Não adianta criar o plano se não tivermos recursos humanos para executar. E só teremos servidores entusiasmados e interessados em exercer tarefas de alta complexidade com uma compensação proporcional. É aí que entra o adicional de fronteira”, argumentou.