PF terá equipes especializadas em investigar desvios de recursos públicos

8 de fevereiro de 2012 09:18

 

Em todo Brasil, a Polícia Federal está criando grupos especializados em prevenir, investigar e reprimir desvios de recursos públicos. Em São Paulo, a unidade que hoje lida com crimes financeiros e lavagem de dinheiro passará a investigar casos de corrupção a partir de março. 
 
O delegado Roberto Ciciliati Troncon Filho, diretor-geral da Polícia Federal em São Paulo, diz que a decisão de reorganizar a instituição foi tomada em razão do aumento de denúncias. 
 
Segundo ele, o trabalho da CGU (Controladoria-Geral da União), do TCU (Tribunal de Contas da União) e da Receita Federal contribui para a identificação de uma maior quantidade de casos suspeitos. Hoje, a PF tem mais de 2.000 inquéritos abertos sobre desvios de recursos. 
 
– Muito se fala das questões das grandes obras, que podem ter desvios, e a Polícia Federal tem se preparado, treinado grupos e que atuam em perfeita sintonia com a CGU, com o TCU e a Receita Federal para prevenir e, se for o caso, investigar e reprimir esse tipo de crime. 
 
A previsão é que praticamente todos os Estados tenham divisões especializadas, com exceção dos menos populosos, que serão atendidos por uma regional. 
 
O delegado afirma que, em São Paulo, a PF já tem servidores capacitados pela CGU, TCU e até por órgãos estrangeiros. 
 
Crimes eleitorais 
 
Uma das prioridades da PF neste este é o combate a crimes eleitorais, diz Troncon. Segundo ele, o foco do órgão é a investigação de financiamentos ilegais de campanha. 
 
Crimes menores, como os relacionados a propaganda eleitoral e boca de urna, são apurados em parceria com as polícias civil e militar. 
 
– Agir de modo coordenado para garantir eleições corretas, sem crimes, é fundamental num Estado como São Paulo. […] Estamos preparados para colaborar.
 
O delegado Roberto Ciciliati Troncon esteve na Record News nesta terça-feira (7) para participação no programa Cartão de Visita. Ele foi recebido pelo diretor executivo nacional de relações institucionais da Record, Zacarias Pagnanelli.