Servidores que atuam nas fronteiras se mobilizam por estímulo ao trabalho
Veja a entrevista do diretor da ADPF, Marcos Leôncio
Em acordo com as entidades que representam os Auditores-Fiscais e Peritos Criminais Federais, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) planeja um dia de mobilização das atividades nas unidades de fronteira, contra a demora do governo em dar uma resposta às entidades sobre a indenização de fronteiras. O movimento está agendado para o dia 29 deste mês, mesmo dia em que ocorrerá uma paralisação com o mesmo objetivo de Analistas Tributários e Agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. O diretor de Comunicação da ADPF, Marcos Leôncio, afirmou ao site que a indenização de fronteira é uma forma de “estimular e motivar os policiais que atuam nesta área”. Confira a entrevista completa:
Qual a importância do adicional de fronteiras para os servidores que atuam nestes locais?
Primeiro representa uma das medidas da política que estimula a permanência dos profissionais nas fronteiras. O policial que passa em concurso, ao chegar na fronteira, passa por dificuldades e tende a querer sair. O adicional vai ajudar a motivar. Mas, além desta há outras medidas, como construção e reforma de unidade, aumento de efetivo, sistema de pontuação. É preciso um ambiente que estimule os policias a querer permanecer nas fronteiras por um tempo razoável.
O governo tem conversado com as entidades para agilizar a questão?
O assunto está sendo debatido desde o início do governo Dilma. Porém, não sai do papel. Há conversações mas o governo não viabiliza isso.
A PF vai promover concurso nos próximos anos. A ausência de suporte nas fronteiras pode desestimular quem pretende a carreira policial?
Com certeza, pois quem presta concurso para a polícia já sabe que irá para a fronteira. Se sabe das dificuldades das condições de trabalho é claro que desestimula, e acabam optando por outros concursos que tenham condições de trabalho mais favoráveis.
O que as entidades esperam com a mobilização?
Sensibilizar o governo para a necessidade de implementar a medida, que já foi por demais debatida e está na hora de sair do papel e colocar em prática.